Na primeira semana de novembro, os estudantes do 4º ano do Ensino Fundamental I vivenciaram uma experiência prática de imersão na preservação histórica. Por meio da atividade “O museu das nossas vidas”, os alunos participaram do desenvolvimento de um museu imaginado, iniciativa idealizada e conduzida pelo Centro de Documentação, Memória e Referência (CDMR). A proposta buscou aproximar as crianças dos processos reais de conservação patrimonial e pesquisa acadêmica, estimulando a reflexão sobre o valor das trajetórias individuais na construção da história coletiva.


Catalogação e os bastidores de um museu imaginado
Durante a dinâmica, cada participante recebeu o desafio de selecionar um objeto pessoal considerado representativo para a formação da sua própria identidade. Em seguida, orientados pelas equipes do setor, os estudantes preencheram fichas técnicas de catalogação inspiradas nos documentos oficiais utilizados no próprio acervo do CDMR.
Ao registrar a origem, as características físicas e os significados afetivos de seus itens, as crianças compreenderam as etapas operacionais que transformam objetos simples em itens de acervo. A prática revelou que, quando devidamente contextualizados e preservados, os elementos do cotidiano assumem valor documental, atuando como registros vivos dos modos de vida, costumes e relações sociais de uma época.
A contribuição do CDMR na aprendizagem prática
A iniciativa reforça a importância de integrar o conhecimento curricular às vivências dos estudantes. Ao atuar na consolidação desse museu imaginado, o Centro de Documentação, Memória e Referência amplia as possibilidades de aprendizagem para além da sala de aula tradicional. As ações educativas promovidas pelo setor oferecem contato direto com metodologias de pesquisa, estimulando o pensamento crítico e o respeito às memórias institucionais e comunitárias. Além de dominar conceitos de museologia e arquivologia adequados à faixa etária, as turmas reconheceram o impacto de suas próprias narrativas. A atividade demonstrou que as memórias individuais e os afetos de cada aluno são peças fundamentais para a escrita da história compartilhada, fortalecendo a autoimagem, o sentimento de pertencimento e a empatia no ambiente escolar.

